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Connect Samba 2017 – Review do evento

Fiz esse review pra tentar expressar no texto como foi a experiência do ConnectSamba.

Segundo Gustavo Caetano, o vídeo passou a fazer parte do dia a dia das pessoas. Ele te dá autonomia de levar a mensagem que você quiser passar. O principal problema dos vídeos no passado era a banda da internet, e hoje esse problema começou a ser solucionado.

Estamos vivendo um momento no país que as pessoas estão dispostas a pagar pelo conteúdo e, principalmente, manipular o conteúdo da forma que desejar. Os vídeos trouxeram isto para as empresas. As ferramentas passam de era em era como a Kodak, Orkut, Youtube, Vimeo, mas os vídeos permaneceram e se tornaram a melhor forma de levar conteúdo.


O Pivot da Samba

No início da Samba, eles receberam investimentos para trabalhar em uma ferramenta para upload e visualização de vídeos na internet… Isso não leva ninguém a nada. Os conteúdos são os principais pontos de ataque. É o mais importante — e também mais complexo — de gerar valor. Então tenha foco, qualidade e faça a diferença com seus vídeos.

FISH Tv, cliente da Sambatech, é o maior canal de pesca que existe e se diferencia pela raridade dos conteúdos. São únicos, específicos, nichados em ser o melhor para o segmento escolhido. Os cases da Sambatech são sempre dos especialistas em seus mercados. FishTV, Biologia Total, Descomplica e MeuSucesso.com, todos eles se diferenciam do mercado por entregar um conteúdo totalmente focado em qualidade.

O mundo está caminhando para o formato multiplataforma. Todos os consumidores buscam informações e concedem informações para internet, sejam como CNPJ ou como CPF. A maioria dos consumidores de vídeos também consomem Netflix, Net, Sky, e ao mesmo tempo entregam vídeos via Instagram, Facebook, Youtube.

Vídeo para colaboração e inserção

As empresas estão se juntando para fazer trabalho de vídeos em conjunto. Buscam usar forças para entregar o melhor benefício para o cliente final.
Já Luciano Huck fez um adendo de um jovem chamado Igor Luiz que mora em uma zona periférica e criou um conteúdo áudio visual falando sobre a “Gordofobia”. Igor começou o projeto, escreveu, dirigiu e atuou. E usou este projeto de vídeo para se incluir na sociedade já que o jovem sofre de obesidade.

Luciano contou sobre uma “nova vibe” que está vivendo após o acidente aéreo que passou com sua família. Ele direcionou todas as suas forças para ajudar pessoas, mas sem se candidatar a nada. Quer participar da alteração política que o Brasil passará, mas não irá se candidatar, reforçou isso. Fez um estudo no vale do silício num conteúdo focado em tecnologias que estão nascendo para ajudar as pessoas nos próximos anos. Compartilhou que viu coisas bem interessantes como download das memórias, melhorias no mapeamento e uso de células tronco.

Painel com Fátima Pissarra, Gian Martinez e Rafael Rez

Gian conta que fundou a Winnin há 2,5 anos e a empresa é uma plataforma de competições de vídeos, que ficam abertas para que usuários verifiquem os números de cada vídeo e tema diferente um do outro.

Compartilhou que monetiza sabendo os dados dos usuários que avaliam os vídeos e formam os rankings. Contam com mais de 20 milhões de acessos. Totalmente data-driven, exploram esses dados para vender informações de consumo através das avaliações.

Fátima apresentou a Vevo que atua no Brasil há 7 anos. Ela iniciou sua carreira na BCP, uma startup focada em telefonia celular antiga. Saindo de lá foi para a Nokia para trabalhar com celulares customizados. Trabalhou a inovação na era dos hardwares, e depois entrou na Vevo com este background.

Ao migrar para a internet viu que a grande diferença das inovações é que na Vevo a audiência é campeã. Encontra um desafio para apresentar e falar sobre as multiplataformas para o artista. Fez um paralelo com a diferenciação dos hits. Uma música bomba no VEVO, mas ela não necessariamente se torna um hit pelo fato das rádios que ainda dominam o mercado.

Rafael ressaltou o quanto nosso ensino trabalha num modelo tradicional e pouco aderente para a nova geração. O MEC estipula vários critérios para os alunos que desejam se atualizar e continuar mantendo o controle dos dados, porém as práticas proibitivas de celulares, ou restritivas do ensino à distância, deixa o aluno cada vez mais seguro de que ele pode aprender qualquer coisa em poucos minutos quando está com o celular na mão.

Gian falou sobre a “relevância” nos seus conteúdos. Ele fez um gancho na frase do Gustavo que diz: Conteúdo é rei, e distribuição do conteúdo é a rainha. E complementou dizendo que a relevância é importantíssima nesse contexto.

Na Winnin, eles desenvolvem a estratégia de conteúdo após fazer uma análise de relevância. Depois de enxergar o que é relevante eles começam a desenvolver os planejamentos de desenvolvimento e distribuição de conteúdos. Se você tem tecnologia para análise, e muitos dados registrados de uso dos seus usuários, você consegue extrair a relevância para a geração de conteúdo.

Fátima disse que no universo da música, o conteúdo tem uma distribuição muito orgânica tanto de followers quanto de raters. A VEVO é uma administradora de videoclipes dos artistas, e também o canal oficial. Ela não tem responsabilidade com o sucesso automático da maioria dos vídeos. O sucesso está totalmente ligado às postagens do artista.

Rafael Rez falou sobre conteúdos quentes e conteúdos frios. Usou um paralelo entre Digital Influencers e Matriz SWOT. E explicou que os conteúdos que recebem atualizações, eles são quentes.

Hoje estamos passando por uma revolução, onde os chatbots estão entrando na parada tentando ajudar o aluno que se matricula no curso online, e normalmente o chatbot é bloqueado na décima segunda vez.

Para pós venda, ele precisa de ter 100 alunos para que 5 se engajem com os conteúdos de customer success. Usa-se comunicação completamente pessoal para alunos tanto no B2B quanto no B2C. Ele fez o adendo que precisam ser “fofos” assim como o pessoal do RH e não com comunicações formais. Comunicações formais perdem engajamento para o ato de ensino.

Monetização

Quando começaram tinham 1 milhão de views que pagavam 600 milhões de dólares. Hoje os mesmos 1 milhão de views pagam 100 milhões. A questão é que na monetização do Youtube (estilo AdSense), vai em direção à quantidade de vídeos postados e aos estouros iniciais (ou momentâneos).

Usou bastante o termo branded content para um novo formato de monetização. Disse que vários artistas se iludem tentando fazer clipes onde os acessos do Youtube paguem os custos e que este é um erro crasso. Entregar o conteúdo para internet sem contar com o retorno financeiro dele é uma ótima saída para começar a desenvolver vídeos.

Gian falou bem que com a quantidade de acessos que ele tem o modelo de negócio deles está sempre em construção. Com o valor agregado que eles criaram, podem gerar receita de várias formas diferentes. Descobriram um nicho americano de uma empresa que estrutura modelo de programas que podem ser vendidos pelo mundo como, The X Factor, MasterChef, The Voice. Pela quantidade das informações atingidas eles podem apostar em algumas jogadas, mas se posicionou dizendo que a Winnin está descobrindo e criando novas formas de modelos de monetização.

Rafael explicou que o conceito de branded content nasceu na BMW anos atrás. A BMW usou histórias de sucesso atribuindo a posse de um carro para gerar conforto cognitivo, fazendo com que o desejo de compra aflore. A experiência de ter uma BMW é muito maior do que ter apenas um carro. E 15 anos depois algumas empresas desejam atuar com branded content, mas não sabem fazer.

Comentou sobre ter um modelo de monetização planejado para o ano de 2018, onde irá cobrar mensalidade para colocar conteúdos no ar. Disse que no Brasil é complexo conseguir break even (equilíbrio) de mensalidades para baixo ticket pela quantidade de conteúdos entregues.

Fátima citou sobre uma forma que o cantor sertanejo, Luan Santana, encontrou de fazer monetização mensal através da Apple Store. Ele apenas envia uma mensagem para um canal onde todas as fãs recebem a mensagem como uma mensagem individual. Elas pagam cerca de R$ 2,99 para ter acesso a isso. Mencionou também que o cantor está à frente dos outros no quesito tecnologia. O universo da música está sendo redescoberto para o assunto: monetização.

Criação de conteúdo

Na palestra do Camilo Coutinho, ele nos contou sobre a escassez de conteúdo, e disse que não acredita no modelo onde as pessoas geram conteúdos para serem colocados goela a baixo. Comentou também sobre a falta de audiência, e que na maioria das vezes as pessoas não estão fazendo o básico.
Um dos principais pontos falados por ele: criar conteúdo que as pessoas estão buscando. E para buscar esses conteúdos deve-se utilizar quatro pilares que são conteúdo, estratégia, qualidade e consistência. Os vídeos não podem ser desenvolvidos para vender mais, para vender mais você precisa de anúncios.

Por fim, o notebook acabou a bateria…

Mas ainda lembro bem do painel onde encontraram Alberto Santana, Paulo Jubilut e Daniel Pedrino. Eles mostraram um conteúdo muito bom sobre os vídeos na educação. Cada um contou sua entrada no mundo digital.

Alberto com a Kroton, falou institucionalmente da empresa e mostrou um vasto conteúdo do mercado tradicional de educação e a necessidade de colocar vários cursos via EAD. O modelo da Kroton já distribuiu mais de mil graduações e outros vários números de profissionalizações. Jubilut era professor de cursinho e foi demitido de uma boa vaga e isso lhe deu a ideia de gravar as aulas dele para colocar no YouTube antes de possivelmente abandonar a profissão. Isso impulsionou a carreira dele e literalmente bombou na internet.

Hoje filma aulas de ecologia na África, e faz diversas animações para gerar o engajamento dos alunos. Já Daniel Pedrino entrou por influência dos pais, saiu de uma condição difícil de vida para uma condição boa com a formação do pai de advogado. E depois a pedagogia tirou a mãe de uma crise psicológica.
Eles falaram sobre os modelos tradicionais, o quanto as práticas ainda estão arcaicas, professores proibindo celular(fonte essa que gera muito aprendizado) na sala de aula. A necessidade de cursos de distância e como o vídeo facilitou a vida deles para o ensino.

O que o #ConnectSamba agregou pra mim?

Por fim, trago para o cenário das startups… E percebo o quanto o vídeo realmente tem nos ajudado. Através deles consigo incrementar os treinamentos para minha equipe de forma escalável e previsível. E usando os vídeos como testes de aprendizado faço com que a equipe aprenda da melhor forma: ENSINANDO!

Eles usam os vídeos como plataforma de aprendizado e deixam um legado para todos os próximos que desejarem usar. Saí do evento bem engajado em implementar melhorias no aprendizado da equipe através dos vídeos. Realmente é uma forma de se comunicar muito inteligente quando se precisa de escala.

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