Crises econômicas são períodos em que a atividade econômica perde força no que diz respeito ao consumo das famílias. Por consequência, ocorre uma diminuição na taxa de lucro que as empresas obtêm e, com menores lucros, os funcionários dessas empresas acabam perdendo seus empregos.

O aumento de famílias desempregadas, interfere diretamente na demanda por produtos, pois os funcionários ao mesmo tempo que produzem também são aqueles que consomem os bens de consumo.

Se o consumo de bens é menor também é menor a necessidade de bens que devem ser produzidos pelas empresas. Isso significa que toda a economia está interligada e a crise a engloba como um todo.

Nesse artigo você entenderá como se dão as vendas em tempo de crise e como vender mais mesmo em tempos que a economia não vai bem!

Confira!


Crise Econômica e seus aspectos

No modelo da economia chamado de diagrama do fluxo circular (figura 1), um modelo visual que mostra todo esse processo de interação entre famílias e empresas, verifica-se essa interação de modo simplificado: de um lado, as famílias que vendem sua força de trabalho às empresas e com a remuneração que recebem compram bens e serviços; do outro, as empresas que produzem bens e serviços e recebem o suficiente para arcar com salários, aluguéis e obter lucros, pois quem está por trás das empresas também são outras famílias, por isso se diz que é um fluxo circular.

Fluxograma explicando a crise economica e seus aspectos

Dentro de um processo de crise, nem sempre a economia consegue voltar por si só a crescer e gerar uma mercado mais aquecido. Por vezes políticas econômicas de estímulo ao consumo são necessárias, além do mais, nos momentos de crise, os investimentos na economia são menores, pois existem receios e incertezas.

Mas será que a crise é mesmo todo esse monstro?

A crise nada mais é do que um processo natural da economia, que por vezes torna-se acentuada por políticas mal executadas ou por uma má gestão, mas que faz uma parte do que chamamos de ciclo econômico, tendo em vista que, assim como há períodos de crise, também existe momentos de crescimento. Sendo assim, o que pode ser feito a respeito?

Uma empresa que se preocupa com as famílias, o que inclui seus funcionários, não pode esperar que a economia só gere crescimento e condições a todo tempo favoráveis.

A própria empresa tem que ser geradora de oportunidade. Não somente a crise tem que gerar oportunidades, como se ouve por vezes nos meios de comunicação, que a crise é uma possibilidade de crescimento, tempo de aproveitar o receio dos concorrentes e ganhar parcela de mercado.

De fato, em tempos de crise as empresas são provadas, pois a eficiência nos processos e gestão são testada a todo instante. Identifica-se assim que empresas melhor estruturadas tendem a ficar de pé em graves momentos de crise, é portanto importante aprimorar processos de vendas e controlar melhor os gastos. Esses são de fato pontos fundamentais.

Mesmo em tempos difíceis as pessoas têm que comprar, isso está claro a todos! O quanto compram ou que produtos preferem comprar é que norteia como o dinheiro circula entre e dentro dos segmentos e empresas.

É importante se organizar e entender o que o consumidor está comprando e como ele está comprando. Entender as formas de crédito que preferem utilizar, pensar em políticas de desconto ou mesmo políticas de fidelidade são instrumentos importantes.

Também é válido salientar que os ciclos econômicos, e mais especificamente as crises, já ocorreram em algum momento anterior. Sendo assim, as pessoas tendem a associar as marcas que as acompanham ao longo de suas vidas como componentes naturais de confiança e credibilidade, comprando das mesmas em momentos mais difíceis.

Portanto, existem algumas dicas para que em momentos difíceis as vendas ocorram em nível igual ou superior às que vinham sendo efetuadas.

Dicas para não ser surpreendido por uma crise

A primeira dica que pode ser dada é que: é de suma importante acreditar no que a empresa oferece e investir em soluções que façam o mercado e as pessoas saberem disso também.

É indispensável que a empresa tenha uma boa equipe de marketing, que irá produzir conteúdos interessantes, que atraiam o cliente, solução às vezes mais orgânicas e que não demandam tanto recurso monetários para que novos clientes cheguem até a empresa e possam comprar.

A segunda dica seria a definição mais adequada do público alvo para que campanhas de marketing sejam melhor direcionadas e não se tenha um desperdício monetário com leads que não são aderentes à solução que a empresa oferece.

Do mesmo modo, gerar uma melhor definição do ICP (Perfil de Cliente Ideal) permite uma conexão mais fácil e efetiva por parte do time de vendas.

A terceira dica, mas não menos importante, seria investir em ferramentas de software que não sejam dispendiosas, mas que ao mesmo tempo possam oferecer uma solução de gestão dos leads, a fim de que mais vendas aconteçam ou ao menos um relacionamento com o possível cliente possa acontecer e amadurecer. Portanto, é essencial pensar em uma solução de Customer Relationship Management (CRM).

Qual o próximo passo?

No livro Vendas em Tempos de Crise, Tom Hopkins diz que vender é servir, no sentido de que o bom vendedor tem que gerar um atendimento de qualidade e que seja específico para atender a necessidade do seu público alvo.

Não adianta ficar parado esperando o período de crise passar, é na verdade o tempo de oferecer ainda mais uma ótima experiência ao comprador, e de cara oferecer o seu produto.